Um instante de silêncio

Eu estava pensativo na minha cadeira, sentindo uma mistura de gratidão com expectativa: o evento estava prestes a começar. Olhei em volta e vi mais de 80 pessoas de diversos lugares do mundo, todos naquele mesmo clima de “que incrível estar aqui”. Pontualmente às 8h30 da manhã sobem no palco três facilitadores, dois homens e uma mulher. Lado a lado eles olham para a plateia e, rapidamente, um silêncio domina o ambiente.

Um deles dá um passo à frente e diz:

“Sejam bem-vindos, que alegria receber vocês aqui hoje. Para que estejamos plenamente aqui e agora, proponho que nossa primeira atividade seja um instante de silêncio”.

E eu me perguntei: O quê? Assim já de início? Uau que incrível! Então mergulhei naquela meditação guiada por cerca de três minutos.

No final daquela manhã eu refleti: Quantas vezes começamos uma atividade ou até mesmo um dia de trabalho já olhando para o relógio, no mesmo ritmo das notificações do nosso smartphone? Por que não nos permitimos uma pausa no início ou no meio do dia, um pouco de silêncio para minimamente acalmar a mente? Dessa forma podemos ter mais clareza para ler melhor o cenário e tomar melhores decisões.

Essa foi apenas a parte da manhã do primeiro dia presencial da formação de professores de mindfulness que cursei. Eu estava em San Francisco, na Califórnia, com o time do SIYLI – Instituto de Liderança Search Inside Yourself. Ali se iniciava o que viria a ser o ano de estudos mais transformador da minha vida!

A proposta da série de textos que irei compartilhar aqui é dividir alguns dos meus aprendizados nessa jornada de estudos, práticas e aprendizados. Assim, você poderá entender mais sobre o tema e descobrir se a prática de mindfulness é para você.

Mas afinal, o que é Mindfulness?

A tradução mais comumente usada do termo para o português é “Atenção Plena”. Ou seja, a capacidade de gerenciar nossa atenção de forma a focá-la no momento presente, com uma atitude de abertura e curiosidade.

Todo esse movimento recente em torno desse conceito se deve ao fato de que pesquisas recentes começaram a comprovar cientificamente efeitos muito positivos em pessoas que têm essa habilidade mental desenvolvida.

No livro Atenção Plena, os autores Mark Williams e Danny Penman mencionam que “com o tempo, essa qualidade mental provoca mudanças no humor e nos níveis de felicidade e bem-estar”. Estudos científicos mostraram que a prática da atenção plena previne a depressão e afeta positivamente os padrões cerebrais responsáveis pela ansiedade e pelo stress.

Para quem está firme buscando melhorar seu desenvolvimento profissional, pesquisas do SIYLI e de Harvard mostram, entre outros benefícios, uma melhoria na gestão do tempo e nas relações interpessoais.

E aí, achou interessante? Quer saber mais?  Fique de olho por aqui que no próximo artigo vou contar como essa prática me ajudou e compartilhar alguns importantes aprendizados nessa caminhada.